Santuário Santa Edwiges

Estrada das Lágrimas, 910 - Sacamã - São Paulo, SP

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Um Breve relato da visita à Missão dos Oblatos de São José em Moçambique

Província de Tete, cidades de Tete e Marara.

Origem do Evento

Da visita canônica do Padre Geral, com relação às missões do Moçambique, fui convidado a preparar leigos voluntários para ir à missão. Diante desta tarefa solicitei a possibilidade para conhecer o local. Foi me concedida e em comum acordo com o Provincial esta possibilidade que aconteceu entre os dias 19 e 28 de maio de 2015.

Acontecimentos do antes, durante e após.

Antes

Para proceder aos encaminhamentos, eu precisei retirar o certificado internacional da vacina da febre amarela. Fiz contato com a médica no setor de endemias da Universidade de São Paulo, me sugeriram que fizesse contato com a medicina do viajante. Procurei o setor onde fui orientado que além da vacina da febre amarela e do tétano, me precavesse com a Gripe A e também da Febre Tifoide, sendo a última não disponível na rede pública, e que procurasse em clínica particular, assim procedi. Além das vacinas, foram dadas instruções com relação à cólera, ebola, sarampo, leishmaniose, e viroses que acontecem por conta da falta de saneamento básico e realidade local. Diversas orientações pareciam a priori exageradas, mas que em solo Moçambicano, não se fez nada de exageros, pois o médico tinha sido da equipe dos Médicos sem Fronteiras e sabia o que estava de fato orientando.

A documentação se fez junto a uma empresa, para encaminhar para a embaixada de Moçambique no Brasil em Brasília – DF, e foi tranquilo, o visto saiu no tempo oportuno, e assim chegou o dia de estar chegando às terras de Moçambique, na Província de Tete (corresponde ao Estado para nós).

Durante

Dia 18 de maio de 2015, às catorze horas começou a aventura, cheguei ao aeroporto para o check in, envio das bagagens, e passa por um setor, passa por outro, inspeção de um lado inspeção de outro, e enfim encaminhado para viajar, a espera de como seria toda a viagem, me dispus a abrir o coração para aprender e viver todo o momento novo.

O embarque com uma hora antes do voo foi autorizado à primeira classe, idosos e mães com filhos pequenos, logo eu segui também no chamado do embarque da classe econômica, com poucos passageiros, e exatamente às dezoito horas começou a viagem. A chegada em Johanesburgo – África do Sul, onde já no fuso horário com cinco horas anteriores. Portanto a chegada ao horário local às sete horas da manhã, sendo que todo o trecho de São Paulo até este local a duração é de oito horas. Ali depois de todos os tramites, o voo para Tete, mais duas horas e quinze de duração e lá, estava eu em Moçambique, Província de Tete, ao chegar completamos fichas com endereço, telefones, e explicações dos motivos da viagem, bem como verificar a temperatura corporal para a averiguação de estado febril. A passagem das bagagens foi uma vistoria complicada, implicações com o que se tem pedido de abertura, para conferir, explicar por que tem o que tem, para que tem uma cultura diversa que se apresenta às portas da nova terra, onde você acaba de desembarcar, além de um sistema todo manual de conferir documentação e registros.

Passados estes tramites me encontro com os padres Devanil e Edenilson, os quais me aguardavam para a liberação no desembarque, às doze horas horário local, portanto às sete horas do horário em Brasília, primeira novidade,  carro tem o condutor sentado ao lado direito, não como no Brasil ao lado esquerdo, e as vias também inversas, circulação ao contrário do  nosso trânsito.

Chegada à casa paroquial de Tete, almoçamos e depois seguimos para Marara, a “cidade” onde mora o Pe. Devanil e o Pe Giancarlo, ali chegamos já no início da noite, eu oscilava em dormir e observar, dada a viagem, o fuso, e as novidades que se avizinhavam a cada instante, e a cada flash da realidade descortinada. O transporte local com vans, denominadas de “Chapas”, que lotadas andam em alta velocidade com pessoas e suas bagagens, e embora, os caminhões no tamanho VUC (Veículo Urbano de Cargas), lá com carrocerias abertas e com uma infinidade de pessoas, embalados pelas estradas sem fim. Finalmente chegamos a Marara, a cidade já escura, sem luz, tudo calmo, só o som de uma música eletrônica que distante se fazia soar. Jantamos e fui dar o merecido descanso aos meus olhos já com um monte de novidades e realidades.

No dia vinte, em Marara, distante 80 km da cidade de Tete capital da Província de Tete as quais levam o mesmo nome, começamos a andar, a conhecer o hospital, o cemitério, a horta, o campo de futebol, o comércio de roupas, o mercado de alimentos, o cinema, outra casa de propriedade da paróquia Imaculada Conceição de Marara, passamos pelo rio Marara, o qual está contaminado pela cólera, e por fim em monumentos de irrigação que antes da guerra eram ativos e que foram desativados, bem como um grande pomar, e enfim chegamos na escola da comunidade e aí o contato com os alunos que por sua vez estavam sem aulas.

Começa o contato com as novas palavras, massibesse = bom dia, tatenda = obrigada, tahenda = tchau, pacamahulo = até depois, pacha mahuwana = até amanhã, machamba = horta, mamá = mãe, babá = padre, Tamuy = olá, oi saudação dos jovens, chima = alimento de farinha do milho branco, mapira = alimento de um cereal tipo sorgo, choupela = triciclo que faz o serviço de taxi, e referente a cor dos humanos zungo = branco, senze = preto, não há para eles a expressão negro. Com relação a este cabe um comentário, sempre nós conhecíamos o Pe Devanil como negro, lá para a comunidade moçambicana ele é chamado de zungo, ou seja, branco, em relação a cor predominante do povo ele é branco.

O conceito de hospital, um local precário, com uma ambulância, funcionários para a limpeza, uma enfermeira parteira, outros agentes de saúde, médico vem de vez em quando, e ali os que precisam  hospedar-se o tratamento é muito precário, na crise da cólera montou-se uma enfermaria para atender as demandas com uma lona e lá se colocaram as macas para os pacientes(4) o restante se necessário deitavam no piso.

Dia 21 foi a vez de conhecer as comunidades da paróquia de Marara, distantes, todas com estradas nem sempre boas; Num dos povoados acontece a feira livre; Foi muito comum encontrar as pessoas caminhando com os volumes em direção a esta, ou nas bicicletas com as cargas, encontramos uma bicicletas com um leitão, achei o máximo. Logo a frente outra com três cabritos na garupa eram pequenos animais. Mais adiante outros com porcos com mais de oitenta kilos. É verdadeiramente um mundo diverso. Além dos carros de bois, ou dos caminhões com uma quantidade grande de pessoas que circulam apinhadas nas carrocerias, ou carros não próprios com um amontoado de porcos, cabritos, ou galinhas, estes sempre amarrados, ou maneados para imobilizar para o transporte.

Passamos nas capelas, fomos conhecendo uma a uma, não estavam as pessoas. Fomos a outros locais, passando também na feira do Cashembe, onde em contato com o mercado local pude apreciar as mais diversas ofertas, de eletro eletrônicos, ferramentas, utensílios domésticos,  comida, bebida, verduras, frutas, enfim um comércio popular a céu aberto. Os produtores trazem seus produtos e animais e adquirem o que necessitam para o seu sustento. Aproveitam para ouvir as músicas, tomar o “pombi” = bebida que fazem no local, é alcoólica e todos bebem, os que se embriagam são chamados de “grosso”, a pessoa está ou ficou grosso. Pessoalmente não me senti a vontade para experimentar o pombi, mas me fiz experimentar a cerveja de Moçambique a Manica, e a cerveja preta Laurentina, de fato, boa a pilsen que se tem no país. Na feira, fala-se português de Portugal, ao escutar falar “português brasileiro” as pessoas escutam atentos a pronuncia e pedem para repetir, pois soa muito diferente para eles. Olham atentamente a cor, o estilo de ser e vestir, a forma de se dirigir a eles. Os feirantes são muito simples e muito acolhedores, de fácil diálogo, gostam de ser fotografados.

Neste dia estivemos na casa das Irmãs Beneditinas da Divina Providência, esta comunidade é constituída de duas irmãs brasileiras e uma que já viveu no Brasil mais é do país vizinho do Zimbawe, e mesmo sendo de país próximo a documentação sofre os mesmos tramites de todo e qualquer estrangeiro no país, por conta da morosidade e da forma de conduzir as instruções para a expedição do documento de liberação no país. Nesta noite além do jantar, cantamos canções que eles gostariam ouvir, e ali vivemos um belo momento de partilha e de fraternidade missionária.

Dia 22, continuando a aventura, estivemos mais focados em Marara, visitando as realidades do local, a casa onde a paróquia hospeda 6 meninos que estudam e não são do povoado. Vem de outras localidades e não querem ficar na hospedagem da escola isto porque não dispõe de condições, pois mesmo sendo precário devem dar uma contribuição para estar no internato. Visitamos a creche das Irmãs, e tivemos o contato com as crianças, todas pequenas, muito espertas, porém é uma outra postura e realidade. Ao meio dia voltei para tirar fotos delas dormindo nas esteiras, que é utilizado para dormir, para sentar no chão, é multi uso.

À tarde, fomos ao maior embundeiro árvore grande e com uma frágil constituição não dá madeira para corte, quando cai ou é cortada perde toda a sua consistência e fica como podre, produz um fruto que comem a sua crosta que é um pó tem um sabor aproximado com a tangerina talvez.

Esse dia a noite foi um dia muito produtivo, um longo e demorado bate papo, reflexão, esclarecimentos da realidade e da vida com os padres na mesa do jantar e foi até depois das vinte e duas horas. Veio a tona a questão de dinheiro houve comparações de um metical (moeda local) não vale nada, ou muito pouco com relação ao dólar, mas não se pode pensar sem ele, é muito difícil para adquirir dez meticais. Para tanto se faz um trabalho muito grande de espera. As fontes de produção, os animais e as hortas, dependem de tempo e do tempo para cultivar, e produzir, e depois de produzido, o valor é o mínimo exemplos: um cabrito grande $1.400,00 meticais, em dólar 36, em reais 123,00, uma galinha 140 meticais, em dólar três e meio, em reais doze reais, um litro de feijão bom na feira, 38 meticais, ou seja 1 dólar, em reais 3,30. Poderia citar outros exemplos comparativos de nosso diálogo, em que a conclusão dos padres é que: estando no local não se pode pensar com o dólar ou o real, pois as moedas fortes fazem causar o desperdício nas aquisições, pois a realidade se faz com o metical e não com o dólar ou o real.

Moral e direito canônico, não tem como se fazer aplicar, em uma sociedade de formação bigâmica, poligâmica, como aplicar a fidelidade pois os maridos tem direito local garantido de ter até cinco ou seis esposas, estas cristãs, fiéis, querem viver a fé, como ficam os sacramentos? Como fica a introdução da moral? E os princípios?

Há uma cultura de chefes, no povoado tem o que manda em todos, autoriza e desautoriza, tem que se respeitar este, se não estiver tem o sub chefe, ou o adjunto do sub e na falta dos três primeiros tem o sub adjunto do adjunto. É muito tranquilo, o chefe falou tá falado e acabou. Os pais tem autoridade, falou está falado. Assim na escola existe entre os alunos o Chefe geral, que manda com os chefes de cada sala, que tem os chefes das tarefas, que mandam na equipe e por fim tem quem não é chefe que só obedece e não pode reclamar de nenhum dos setores da organização. Quem executa são os não nominados, os chefes tem o privilégio de estar na chefia.

Cultura do receber, ganhavam tudo. Com os padres estão tendo que assumir resolver e partir para produzir. Isto causa um certo desgaste dos padres que são pobres e que nada tem. Pedem dinheiro emprestado para devolver depois. Vão na igreja para receber coisas do padre. Daí tanto que a coleta da paróquia de Marara por mês perfaz a quantidade de dois dólares, tamanha a falta de capacidade de aquisições bem como da circulação de moedas entre a população.

As tarefas de peso são das mulheres, elas que carregam a água na cabeça, levam o filho nas costas, carregam o feixe de lenha na cabeça. O homem pode caminhar junto mas é só presença não é colaboração. A mulher anda a pé, o homem de moto ou de bicicleta, ou às vezes carregando o rádio para ouvir um som, ou leva a placa de energia solar para carregar a bateria do celular. As meninas geralmente tem filhos entre 12 e 14 anos. A população de 13 a 20 anos por causa da guerra geralmente não conhece os pais. Porém há exceções, uns estão com tios, irmãos, avós, ou um conhecido que sobrou vivo no período da guerra.

Os animais são criados soltos, e as roças são cercadas. Os meninos vivem atrás dos bois e dos cabritos, andam mato afora para cuidar. Quando o menino é pequeno, geralmente vão dois pequeninos, e quando maiores é um só que anda atrás do gado e dos cabritos para pastar, à noite recolhem em casa, onde ficam fechados em pequenos currais ao redor da casa do seu dono.

Outra cultura, outros nomes, como por exemplo Janeiro, Sanduíche, Fuzil, Lote, Hortêncio, Estilingue, Meia Tarde estes são os que lembrei de anotar, mais escutei outros que para um brasileiro não soam tanto como nomes e muito bem eles convivem com isso, inclusive o Janeiro, um menino muito bom. É vocacionado dos Oblatos e está sendo acompanhado.

Nos dias 23 e 24 visitamos outras comunidades, onde aconteceram as celebrações das missas, e  no domingo retornei para a  cidade de Tete com os padres Devanil e Giancarlo, que na terça deveriam estar para a reunião com o Bispo, reunião do clero da Diocese.

Dia 25 estivemos na Antiga Missão de Borhoma, a mais antiga missão do Moçambique, onde há um cenário muito bonito junto ao rio Zambeze. Porém que tudo em ruínas graças as circunstancias das guerras e do uso do patrimônio por parte do governo. Foi um dia culturalmente tomado de novidades e de realidades novas, visitamos a casa das Irmãs Catequistas Franciscanas, onde estão na missão duas religiosas brasileiras.

Dia 26 contato com o clero, com o Sr Bispo, e todas as suas problemáticas, uma reunião tranquila e dentro dos seus padrões. A tarde conheci uma comunidade da Paróquia São José de Tete, onde foi celebrada a missa e recordada a memória de São Felipe Neri. Recordamos também o fato de que São José Marello esteve nesta festa a 120 anos para celebrar os trezentos anos da morte de São Felipe Neri.

Dia 27 pela manhã fui a paróquia São José, com os padres Ângelo e Ednilson, tendo conhecido o ambiente, seguimos para o Kwacena, (quer dizer amanhecer), e aí ao céu aberto todos os tipos de produtos e ofertas se fazem, uma verdadeira babilônia, onde tudo se oferece, tudo se vende, se troca, enfim… . A tarde na paróquia foi realizada uma reunião com a finalidade de abrir a escolinha paroquial para atender carentes, com um bom grupo de voluntários, um bom primeiro passo.

Tete é uma realidade urbana, tem duas mesquitas na cidade, e os islâmicos chegaram antes, tem uma certa ascendência, mais não o predomínio, tendo outras religiões como Universal, Assembleia de Deus, Metodista, e uma religião da África, dos Santos Apóstolos.

Perguntas que fiz sobre o que possível ser feito?

Em Tete, tendo em vista que é uma realidade totalmente urbana, cidade, a forma de garantir a vida é rururbana.

  1. De imediato a instalação da secretaria, com um programa, banco de dados para digitalizar e organizar os registros que estão  confusos
  2. Criação de um arquivo
  3. Preparar para o atendimento sistematizado de secretaria.
  4. Formação para lideranças, catequistas, trabalhar com o dízimo, missões localizadas, visitações e formação de novas CEBs, grupos, etc.
  5. Pastoral da Criança
  6. Ajudar a organizar o arquivo da Cúria central, documentação da Diocese
  7. Ajuda na escola paroquial, seja como professor ou auxílio de encaminhamentos.

 

Em Marara, é uma cidade, povoado rural e tem como atividade praticamente as Hortas – roças.

Imediato

  1. Uma coleta para garantir a alimentação dos missionários, de R$500,00 reais mensais por 18 meses.
  2. Contato via carta ou facebook telefone (serve para Tete)

Médio prazo

  1. trabalhar com lideranças, dízimo, catequese, pastoral da criança
  2. formação para coordenadores
  3. que se disponha a fazer trabalho agrícola de horta, formar sobre cuidados de produção

Longo prazo

  1. um projeto maior para  o ano
  2. que possa fazer produzir, horta e animais para suster a missão
  3. que se trabalhe com instalação, manutenção de sistema de eletricidade solar, para gerar possibilidade de trabalhar a noite em reuniões, eventos, formação e bombeamento de água
  4. produção de alimento para produzir animais, armazenamento para o período seco
  5. restituição de um antigo pomar da missão católica de Marara
  6. trabalho de produção e aproveitamento de frutas de pomar, carnes de animais
  7. Produção de peixes próximo ao rio Zambeze
  8. produção de mel

 

As missões estão bem, os missionários também, em uma reflexão, sobre o que ser feito, uma das irmãs disse-me algo que me fez pensar e não posso deixar de relatar: “o missionário supera o sol, supera a sede, supera a fome, a falta de transporte, mais não supera a dor de ser esquecido”. E outro relato: “que a alegria do teu envio terminou o dia que você pôs o pé na sua nova realidade. A partir desta hora a saudade e a dificuldade são suas, e o primeiro a te esquecer é o que te envio, completou ela, uma coisa a se fazer é lembrar, fazer um contato, rezar é bom, ter intenção é bom, melhor é ser um tanto presente, recordando destes que estão na missão.”

Após

Concluo, que esta foi uma experiência que muda conceitos e formas, dá uma nova dimensão  de pensar. Foi muito rico para a vida pessoal e agora vamos com os que querem de modo voluntário ajudar, nos preparando para começar a realizar a missão leiga para Moçambique.

Devemos ordenar a partir das Missões Josefinas em Cascavel, começar a ordenar o que se fazer e com quem fazer o que encaminhar para em 2016 começar esta nova aventura de fé e esperança por um povo que precisa de ajuda, e uma missão que pode receber a nossa contribuição.

Agradeço ao Pe Miguel pelo convite e desafio, junto a isso o encaminhamento junto ao Provincial e o Conselho que acolheram e encaminharam a possibilidade da realização a quem sou grato, agradeço a Lenira pelos encaminhamentos, às pessoas que colaboraram no Santuário para a doação de mais de 1.800 dólares doados para a causa Missionária. Agradeço a acolhida dos Padres, Devanil Superior da Missão e Pároco de Marara, Pe. Ângelo Pároco de Tete e superior da casa, aos Padres Ednilson e Giancarlo, por tudo, pela condução em mais diversos ambientes para de fato conhecer mais profundamente e próxima a realidade. Agradeço a todas as pessoas que fiz contato, religiosas, religiosos, leigos, padres,  e Bispo, de modo particular a brasileira Solange que dialogamos longamente nos aeroportos de Tete e Johanesburgo, e foi de grande contribuição para os elementos em caso de ida de mulheres para a missão, dado o fato que ela já reside em Tete a mais de ano. Sou muito grato de todos os missionários e missionárias que acompanharam esta aventura com suas preces, com o apoio espiritual, com expectativa, e com esperança das novidades de como será o nosso amanhã. Enfim, agradeço a Deus por me iluminar, por esta possibilidade, pela oportunidade de experimentar uma nova realidade de vida.

IMG_6188Pe. Paulo Siebeneichler

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ENDEREÇO

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Caixa Postal, 281

Tete – Moçambique

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Pe. Angel Romano                         00258-828616605             araromanus@gmail.com

Pe. Ednilson A. da Silveira           00258–842026252            edeosj@gmail.com

Pe. Giancarlo Jesus Obregon                                                    giancarlo.osj@gmail.com

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