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Para refletir: “Dá-me, Senhor, a graça de te amar com todo o meu ser!” Santo Afonso de Ligório
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Palavra do reitor › 02/03/2018

Quaresma

Queridos paroquianos e devotos de Santa Edwiges!

A palavra “quaresma” vem da palavra “quarenta”, que é, por sua vez, uma referência a alguns fatos bíblicos que estão, simbolicamente, atrelados (= ligados) ao número quarenta, como, por exemplo, os quarenta dias do dilúvio (Gn 8,6), os quarenta dias de Moisés no Sinai (Dt 9,9), os quarenta dias de Elias a caminho do monte Horeb (1Rs 19,8), os quarenta dias de Jonas (Jn 3,4), os quarenta anos do povo de Deus no deserto (Dt 2,7) e os quarenta dias de oração e penitência de Jesus (Lc 4,1-2).

O tempo denominado “quarenta” – dias ou anos – significa o tempo suficiente para que algo novo ou extraordinário se realize. É tempo de espera, de preparação, de “gestação” do novo, de arrumação, de renovação, de reconciliação, de reordenamento, de conversão.

A Quaresma não é um “tempo de tristeza”. É um tempo de recolhimento, de “deserto interior”, de um “voltar-se para dentro” (de si mesmo, da família, da comunidade). É encontrar e ter tempo para reavaliar a própria vida e a vida da comunidade, descobrindo o que há de errado e o que deve ser mudado para melhor.

A Quaresma é tempo de oração porque somos chamados a deixar-nos amar por Deus e a amá-Lo; porque somos convidados a fazer a experiência de sermos por Ele acolhidos e de acolhê-Lo. E tempo de intensificar a vida de oração para continuar a rezar, de todo o coração, durante todo o ano litúrgico. Ajudados e favorecidos pelo ambiente próprio da Quaresma, somos chamados para “mergulhar” em Deus, absorvendo Dele a misericórdia para depois, no dia-a-dia, partilhá-la com o próximo.

A Quaresma é tempo de jejum porque é tempo de pro­curar e encontrar o que e essencial à nossa vida: o próprio Deus! A privação pela qual passamos ao renunciar a algo legítimo nos remete do que é passageiro para o que é eterno, do que é superficial para o que é profundo, do que é criatura para Aquele que é o Criador. Ao jejuar, purificamos não somente o nosso corpo, mas também o espírito. E quanto menos apego e coisas houver em nosso coração, mais espaço terá Deus nele.

A Quaresma é tempo de dar esmola porque é tempo, de partilha. Se Deus se entrega por nós, no Filho, porque nós não podemos nos doar uns aos outros, colocando em comum o que somos e temos? A esmola é aquele gesto de dar até mesmo da nossa pobreza; é a generosidade de colocarmo-nos a serviço uns dos outros. Dar esmola não é dar apenas o que sobra, nem é oferecer uma coisa qualquer, por desencargo de consciência. Dar esmola é abrir-se a misericórdia, é reconhecer que o outro tem tanto direito à realização, à felicidade e a vida quanto nós temos.

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