Liturgia diária
Evangelho: 6ª-feira da 7ª Semana da Páscoa
Santo: São Xisto I

Para refletir: “Muitas de nossas ações, boas em si mesmas, pouco ou nada valerão junto de Deus, porque são feitas para outro fim e não para a glória divina.” Santo Afonso de Ligório
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Ministros da Palavra

Um dos momentos da Celebração Eucarística é a Liturgia da Palavra. A Palavra de Deus é solenemente proclamada e deveria atingir o ouvido e o coração das pessoas.

O concílio Vaticano 2º, no documento Sacrosanctum Concilium, fazendo menção às diversas presenças de Cristo durante a celebração eucarística, diz que Cristo está presente também na sua Palavra, “pois quando é Ele mesmo que fala quando se lêem as Escrituras na Igreja” (Sacrossantum Concilium 7).

E este ganha trabalho, ganha voz e força por aqueles e aquelas que se dispõem a serem porta-vozes de Deus.

A CNBB, em diversos pronunciamentos e documentos, chamou esses homens e mulheres de “Ministros/Ministras da Palavra”, ou seja, são eles e elas os responsáveis da proclamação da Palavra de Deus. São eles e elas que devem fazer com que a Palavra atinja a vida dos ouvintes, daqueles e daquelas que participam da celebração Eucarística.

Mais do que nunca, surge nas comunidades a necessidade de verdadeiros proclamadores da Palavra de Deus, homens e mulheres que procurem colocar na vida aquilo que estão anunciando. Isso exige empenho, exige formação.

A CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil), no documento “Diretrizes Gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil – 2003-2006”, faz alguns alertas sobre a importância da Palavra de Deus: “Por isso, é essencial que pastores e fiéis se empenhem para que a Palavra seja claramente anunciada nas celebrações ao longo do ano litúrgico, seja comentada e refletida com homilias cuidadosamente preparadas, seja encarnada na vida (Nº 21). “Aos fiéis leigos, sejam oferecidas oportunidades de formação bíblica e teológica e de uma “formação integral”, hoje indispensável para a atuação cristã mais consciente na sociedade (Nº 24).

Baseado nas afirmações citadas queremos formar nossa comunidade para que na assembléia litúrgica, seja bem proclamada a Palavra de Deus.

A Igreja se reúne formando uma assembléia para ouvir a Palavra. É necessário que alguém apresente esta Palavra, leia, ou melhor, proclame esta Palavra que é Jesus Cristo.

Podemos dizer que esta é a tarefa de um anjo, pois anjo é a tradução de uma palavra grega que significa mensageiro. Também em hebraico o sentido é o de alguém que porta uma mensagem, uma comunicação. Ele é apenas um canal da mensagem. O importante é a mensagem, mas sem o anjo não pode haver a comunicação.

Assim, o leitor transmite a mensagem do Senhor e da Salvação que Ele opera. Deve fazer de modo digno e frutuoso. É interessante que o leitor, depois de tomar todos os cuidados devidos, consiga algo que não é tão difícil quanto parece, ou seja, que ele proclame a leitura e olhe a Assembléia! Para isto existem técnicas, a serem observadas.

A fé cristã é basicamente uma transmissão. O ato de transmitir está na base tanto da Escritura quanto da Tradição da Igreja. A Escritura foi primeiro contada, relatada, partilhada de modo oral, entre as pessoas. É a novidade, a história, o fato transmitido.

A Tradição da Igreja é a mesma coisa, uma história, um modo de informar sobre verdades, sobre experiências e sobre a vida. No caso específico, a vida de Jesus Cristo.

A liturgia celebra a Palavra, não apenas lê a Palavra; no fundo, a liturgia não apenas escuta essa Palavra. Ela escuta a Palavra para depois colocá-la em prática dentro de um contexto e deixar que ela atinja o máximo de si mesmo.

O anúncio da Palavra de Deus é o ponto alto e constitutivo tanto da antiga como da nova Aliança. Por isso, ao proclamar a Palavra, precisamos considerar que esta produz efeitos.

Celebrar a Palavra de Deus é dar qualidades novas, é ação de santificação. Na celebração da Palavra, ela mesma é celebração. (Texto extraído das formações litúrgicas do Pe. Mauro Negro)

No Santuário Santa Edwiges existe um grupo de Ministros da Palavra que cuidam das funções litúrgicas de Leitores, Salmistas e Comentaristas. Coordenados pela Geni Antonia Silva e assessorados pelo Pe. Bennelson, este grupo se reúne todo o 2º sábado do mês.

No entanto, não são apenas os Ministros da Palavra que assumem tal função, os demais grupos pastorais e movimentos também passam pelo processo e com o mesmo zelo vem atuando nesta importantíssima atividade em nossa Igreja que é a comunicação e a proclamação da Palavra de Deus.

Diácono Marcelo Ocanha

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