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Notícias › 07/06/2018

Papa afirma que planeta não deve ser visto como propriedade privada

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I, por ocasião do Simpósio Internacional “Rumo a uma Ática mais verde: preservando o planeta e protegendo as pessoas”. O evento é realizado em Atenas, na Grécia, de 5 a 8 de junho.

Francisco, em sua mensagem, recordou a visita que realizou à cidade de Lesbos, ilha grega que fica na região nordeste do Mar Egeu, quando o Santo Padre e Bartolomeu I discutiram a situação trágica dos imigrantes e refugiados da região. “Enquanto nos encantávamos com o céu azul e o mar, fiquei amarrado ao pensamento de que um lugar tão lindo havia se tornado uma tumba para homens, mulheres e crianças que em sua maioria fugiam das condições desumanas de suas terras natais”, lembrou.

O Sucessor de Pedro ainda recordou uma de suas cartas encíclicas, a Laudato Si – sobre o cuidado da casa comum, em que o pontífice afirma que podemos condenar as gerações futuras a um lar relegado às ruínas. “Hoje, devemos fazer uma simples pergunta: ‘qual é o mundo que queremos deixar para aqueles que nos sucederão, às crianças que estão crescendo agora?’ Com relação à crise ecológica, devemos empreender um sério exame de consciência sobre a proteção do planeta confiado aos nossos cuidados”, afirmou o Papa.

Cuidar da criação, que deve ser vista como um dom comum e não como propriedade privada, implica o reconhecimento e o direito de cada pessoa, afirma Francisco. “A atual crise ecológica que afeta agora toda a humanidade está enraizada no coração humano”, alerta o pontífice para, em seguida, citar uma passagem da Laudato Si: “A violência presente em nossos corações, ferida pelo pecado, também se reflete nos sintomas de doenças evidentes no solo, na água, no ar e em todas as formas de vida”.

Francisco pede que todos os cristãos se unam para enfrentar o desafio da crise ecológica e que cooperem para uma resposta inequívoca. “O Dia Mundial de Oração pela Criação é um passo nessa direção, pois demonstra nossa preocupação e aspiração compartilhadas de trabalhar juntos para enfrentar essa questão delicada”, pondera o Santo Padre. “É minha firme intenção que a Igreja Católica continue a caminhar junto com Vossa Santidade e o Patriarcado Ecumênico ao longo deste caminho”, finalizou.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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