Pe. Eurico Dedino (2º mandato)

Nosso estimado amigo padre esteve mais uma vez conosco por um segundo mandato. A experiência sacerdotal e o ritmo cultural marcaram sua passagem dos anos 2000 até 2003. Falecido há seis anos, que ele possa estar sempre intercedendo por no céu por “seu Santuário Santa Edwiges”.

 

A história dos nossos cinquenta anos de existência de nossa paróquia pode contar com um segundo mandato do Pe. Eurico Dedino, osj. Ele já era um padre de longa experiência, que vinha novamente aqui cuidar dos interesses de Jesus na imitação de São José.

Pe. Eurico Dedino foi empossado novamente como pároco, e agora segundo reitor, de nossa paróquia no dia 7 de maio de 2000 em pleno Ano Santo Jubilar na Igreja Católica. Aliás, nosso Santuário fora designado pelo Arcebispo Dom Cláudio Hummes, como uma das igrejas jubilares e local de peregrinação do Ano Santo na Arquidiocese de São Paulo. Junto com o Pe. Dedino, também faziam parte da comunidade religiosa dos Oblatos de São José os padres Mário Guinzoni (recém vindo do Mato Grosso), José Valdir que nos dias atuais trabalha na Diocese de São José dos Campos, e Mauro Negro, sacerdote que já estava presente no santuário desde 1999 e hoje é professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) no campo da teologia.

Já reinstalado na “sua” paróquia, Pe. Dedino começava a reimprimir o ritmo de atividades pastorais, querendo unir todas as pastorais e movimentos da paróquia na identidade de Santa Edwiges. Pelos três anos que pode exercer o ofício de pároco-reitor (2000-2003), Pe. Dedino gostava muito de transmitir o aspecto cultural da comunidade, desenvolvendo e procurando incentivar muitas ações neste sentido: com o grupo de jovens nas expressões artísticas da dança e do teatro, com os adultos num projeto que ele cunhou como “talentos da comunidade” objetivando o serviço em qualquer pastoral e movimento; nas semanas de espiritualidade com a rica participação de membros de outras comunidades cristãs, etc.

O destaque no segundo mandato do Pe. Dedino realmente eram as suas incursões no caráter cultural, que nada mais são aquilo que define um grupamento de pessoas como povo, dadas as suas opções e ações de vida no curso da história. A comunidade paroquial de Santa Edwiges pode experenciar muito disso.

Pe. Eurico era um padre de intensa oração. Gostava de ensinar e fazer os outros a rezar. Com isso, constantemente ele orientava retiros e ações do gênero da oração para religiosas de várias congregações que o chamavam. Também na sua congregação, os Oblatos de São José, Dedino incentivava a oração, a contemplação para depois executar o trabalho com afinco.

Além de tudo o que foi dito acima, é preciso destacar que Pe. Dedino era um fiel cumpridor das determinações da Igreja Universal e Particular, além da congregação da qual fazia parte como religioso-sacerdote. Pudemos em boas oportunidades de conviver com ele, que grande era o respeito e obediência que ele mantinha para com o Superior Provincial, com o Arcebispo Metropolitano de São Paulo e seu bispo auxiliar do Ipiranga. Dedino também era muito amigo dos padres diocesanos e religiosos que compunham a Região Episcopal Ipiranga, tanto na primeira como na segunda passagem por nossa comunidade.

Incentivo não faltava por parte de Pe. Dedino às pastorais e movimentos, as quais destacamos algumas: com os jovens foi possível o envio dos dois coordenadores do grupo COJOSE à Jornada Mundial da Juventude no ano 2000 com o Papa João Paulo II, com as crianças a recondução da caminhada dos coroinhas e suas missas de investiduras, com os religiosos de sua congregação pode celebrar em nosso Santuário duas ordenações: no dia 9 de setembro de 2000 a ordenação sacerdotal do Pe. Alexandre Alves dos Anjos Filho, osj que fora um dia seu secretário e fiel liturgo e no dia 2 de dezembro de 2000 a ordenação diaconal do hoje Pe. Iziquel Antonio Radvanskei, osj e ex-assessor de nossa juventude paroquial.

Os vinte anos de seu sacerdócio Pe. Dedino quis celebrar com intensidade. Isso aconteceu em sua paróquia de origem, Paróquia Nossa Senhora de Loreto, que reuniu os fieis colaboradores pastorais de Santa Edwiges e grande parte de seus amigos e familiares, que lotaram a igreja para celebrar aquela eucaristia comemorativa. Com Pe. Dedino, também celebrou os vinte anos de sacerdócio, seu amigo e confrade Pe. Alfeu Teodoro, que viria a ser o seu sucessor em Santa Edwiges e hoje pertence ao clero da Arquidiocese de Cascavel no Paraná.

Por mais que vivesse a vida naquilo que ela tem de mais importante, ser um dom de Deus, Pe. Dedino desde algum tempo já apresentava sinais reversos de sua saúde. Constantes foram os cuidados que devia ter com ela. Quando tinha que ser internado para tratamentos, ou mesmo quando devia ficar descansando em casa, Pe. Dedino pode contar com a presença de seus paroquianos e funcionários, que lhe faziam companhia.

Para poder ter um campo de trabalho de menor intensidade do que o Santuário Santa Edwiges, Pe. Dedino fora transferido no início do ano de 2003 para a cidade de Curitiba PR, para desempenhar ainda o ofício de pároco e cuidar de um novo segmento na congregação que objetiva a maior e melhor inserção dos leigos que participavam da comunhão e espiritualidade dos Oblatos de São José. Porém, nosso estimado amigo padre só desempenhou tal trabalho por breves cinco meses, pois, devido a complicações de sua saúde em um trajeto de viagem, ele veio a falecer no dia 28 de julho de 2003 na cidade de Cambé PR.

A notícia do falecimento do Pe. Dedino pegou a todos de surpresa. Alguns representantes de nossa comunidade deslocaram-se para Curitiba a fim de participar do velório e missa e sufrágio da alma de Pe. Eurico Dedino. Seu corpo jaz no túmulo da congregação na própria capital paranaense já citada.

Foi breve, porém prazeroso o segundo mandato do Pe. Dedino em nossa comunidade. Podemos ser hoje um santuário graças ao seu entusiasmo e coragem de levantar estas paredes. Na sua missa de despedida a procissão de ofertório foi algo marcante, com todos os representantes das pastorais e movimentos indo levar ao presbitério os símbolos de sua participação na comunidade e, ao final, Pe. Dedino recebe um quadro com três fotos marcantes: a primeira de “seu Santuário Santa Edwiges”, a segunda dele falando à terceira foto, que continham “o seu povo, a sua comunidade, a sua história”.

Queremos encerrar estas linhas invocando, as palavras finais que Pe. Dedino sempre dizia com a benção ao fim de suas missas: “Que a benção, o carinho, a proteção, a amizade de Deus Pai esteja sempre convosco”! Amém!

 

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