Pe. Alfeu Leonidas Teodoro

Um homem feliz pela opção que fez há vinte e nove anos:
ser padre para Igreja fazendo da Eucaristia um sinal de amor entre os homens.
O espaço Nossa História dedica suas linhas ao pároco de Santa Edwiges
nos anos de 2003 até 2006

Pe. Alfeu fora designado pároco de Santa Edwiges no ano de 2003, ano este em que a Igreja do Brasil celebrava as vocações de modo mais intenso. Ele veio da cidade paranaense de Curitiba onde pode contribuir com seis anos de seu ministério na Paróquia Senhor Bom Jesus do Portão. Pe. Alfeu já vinha com uma larga experiência ministerial que muito contribuiria para a Pastoral de nossa comunidade, pois antes ele já havia sido formador em muitos seminários e pároco em muitas paróquias também. Enfim, ele tinha e ainda tem muito a nos ensinar.

A posse de Pe. Alfeu Leonidas Teodoro aconteceu em 9 de março de 2003, com a presidência na missa por parte de Dom Gil Antonio Moreira, na época Bispo Auxiliar de São Paulo para a Região Episcopal Ipiranga e hoje Arcebispo de Juiz de Fora, Minas Gerais. Tendo sido empossado como pároco e reitor de nossa comunidade, Pe. Alfeu logo já se interou que aquele novo espaço de seu ministério muito lhe ensinaria. A constante frequência de paroquianos, devotos e fieis no na paróquia da padroeira dos endividados fez Pe. Alfeu intuir que a principal atitude de carinho e préstimo com todos aqueles que frequentavam a paróquia era ter uma liturgia (uma ação do povo) excelente, consciente, ativa e participativa. Uma de suas prioridades realmente era uma liturgia primaz que sempre colocasse os fieis em contato com Deus, através de Jesus Cristo pela celebração dos sacramentos.

O ano de 2003 foi então, de conhecimento da Paróquia-Santuário (duas realidades distintas) que Pe. Alfeu pode empreender. Ele substituiu na direção pastoral da comunidade o seu grande amigo Pe. Eurico Dedino, que viera a falecer meses depois, acontecimento este que marcou profundamente o nosso ex-pároco reitor. O grande colaborador de Pe. Alfeu em 2003 e nos anos que se seguiram foi o Pe. Alexandre Alves dos Anjos Filhos, OSJ, vigário paroquial filho de nossa comunidade.

No ano seguinte, 2004, Pe. Alfeu enveredou uma grande reforma estrutural no nosso templo paroquial: a reforma total do telhado e do forro, a readaptação da aparelhagem de som e a nova iluminação da igreja. Todos estes componentes já estavam muito velhos pelo uso, pois, a iluminação, por exemplo, era considerada provisória e nisto durou uns pares de anos. Neste mesmo ano Pe. Alfeu não descuidou da pastoral, pois, sempre priorizou a atuação dos agentes e líderes naquilo que a Igreja orientava seja pela palavra dos Papas João Paulo 2º e Bento 16, seja pela palavra do Arcebispo de São Paulo Dom Cláudio Hummes.

Uma qualidade que Pe. Alfeu trás sempre consigo, é o amor pela Igreja, numa das coisas que ela tem de preciosa: as vocações. Era notório de como Pe. Alfeu estimava e ainda estima os padres, os consagrados, os seminaristas e os bispos. Isto não como uma hierarquia fundada apenas num poderio sem sentido, mas, como aquilo que as vocações são: chamado de Deus para servir o seu povo. Isso tanto é verdade, que ainda em 2004, Pe. Alfeu a pedido de um bispo de fora (da Diocese de Dourados MS) hospedeu um diácono transitório de nome Márcio, que veio estudar a especialização em liturgia e se integrou perfeitamente no mundo e no jeito de ser da Paróquia Santa Edwiges.

O ano de 2005 marcaria de modo muito forte nossa comunidade na direção pastoral de Pe. Alfeu: o acidente na procissão de nossa padroeira vitimando de modo fatal três senhoras de nossa paróquia. Apesar dos pesares, 2005 foi um ano muito bom para Santa Edwiges, pois, com o auxílio de Pe. Neto, hoje provincial dos Oblatos de São José, Pe. Alfeu e Pe. Alexandre também acataram decididamente a proposta das Missões na cidade de São Paulo, que fora um pedido de Dom Cláudio. Disto surgiram as Visitas Missionárias com a grande participação pastoral de nossos agentes e líderes de movimentos e pastorais. Ainda neste ano, Pe. Alfeu pode mandar para o seminário um jovem da comunidade que há muito tempo ali servia e sentia os sinais da vocação já há algum tempo (no caso, este que vos escreve este artigo).

Todo final de pastoreio em uma paróquia marca bastante o pároco que por lá passa. Nós que vivemos juntos de nossos estimados padres, sabemos bem disso. Ora, isso é claro e com Pe. Alfeu não foi diferente. Claro que nem tudo foi de melhor e espetacular no paroquiato de Pe. Alfeu, pois, ele também encontrou resistências tanto interiores como exteriores. Assim, o ano de 2006 foi o último da passagem pastoral de nosso ex-pároco e reitor, mas, não foi um simples ano. Pe. Alfeu Leonidas Teodoro, no dia 21 de novembro de 2006 completava 25 anos de ordenação sacerdotal para o serviço da Igreja e com a presidência litúrgica de Dom Tomé Ferreira da Silva, atual bispo auxiliar no Ipiranga, nós celebramos como comunidade paroquial o jubileu de prata de nosso amigo, nosso pastor, Pe. Alfeu.

Para terminar este artigo testemunhamos aquilo que faz Padre Alfeu, sacerdote há vinte e nove anos, algo que ele sempre imprimiu em seu ministério e faz assim até hoje: SACERDÓCIO E EUCARISTIA, sinal de amor entre os homens.

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