Silésia: A Nova Pátria De Edwiges

A história da Silésia em fins do século 12 e inícios do século 13 deve ser vista no contexto das mudanças acontecidas na sociedade da Europa ocidental. Elas começam na passagem séculos antes e tomaram diversas gerações. No século 10 a Europa estava arrasada e dividida, estando atrás das culturas bizantinas, árabe, indiana e mesmo chinesa, embora estas ultimas estivessem absurdamente distantes do espaço e no imaginário europeu.

Já no fim do século 13 havia um quadro novo. A Europa conquistou uma posição provilegiada em fins da alta Idade Média devido a alguns fatores fundamentais: reforma agrária, crescimento e intercâmbio comercial com outros povos, crescimento demográdfico, circulação de valores (dinheiro), desenvolvimento das cidades e das associações. Houve uma grande migração do campo para as nascentes cidades entre os séculos 10 e 15.

A sociedade medieval no tempo de Edwiges era dividida em três categorias de pessoas: os que oram ou o Clero e os Monges; os que combatem ou os cavaleiros; os que cultivam a terra ou agricultores. Estas classes mudam e transformam aos poucos suas relações internas.

A Igreja também viveu mudanças nesta época. Grande influência teve a Abadia de Cluny, na França, onde em 910 foi fundado um Mosteiro que segue as orientações de reformistas da vida contemplativa e da Igreja de modo geral. No século 11 a Abadia de Cluny tinha sob seus cuidados a fundação de 1450 outros Mosteiros espalhados por toda a Europa, com dezenas de milhares de monges que vão ampliando sua influência e atuação nos pequenos aglomerados urbanos e nos burgos nascentes. Serão estes as origens das futuras cidades medievais e modernas, ligadas a mais antigas cidades, da época romana ou criadas a partir deste período.

Outras Ordens religiosas começaram a surgir ou foram se reforçando com o tempo: os Camaldulenses, fundados por São Romualdo (952–1027); os Cartuxos, fundados por São Bruno (1032–1101); os Cistercienses, fundados por São Roberto (?–1111).  Os Cistercienses, devem seu desenvolvimento e fama especialmente a São Bernardo de Claraval (por volta de 1091–1153). No final do século 13 a Ordem tem aproximadamente 700 Mosteiros criados em pouco menos de dois séculos. Eles chegaram na Polônia logo após a fundação da Ordem, na passagem dos séculos 12 e 13, instalando 25 abadias em terras polonesas. Eles terão uma forte influência sobre a espiritualidade e o modo de ver e sentir de nossa Santa.

A expansão das novas Ordens religiosas teve influência positiva em muitos campos da vida cultural, tais como a literatura, artesanato, ensino e espiritualidade. Para que tudo isto acontecessem foi decisiva a atuação dos Papas que apoiaram as reformas e novas fundações de Mosteiros. Eles se integraram na reforma da vida espiritual da Europa e foram também movidos por esta reforma. Nicolau 2º (1059–1061) devolveu aos Cardeais o direito exclusivo de eleger um Papa, sem a influência externa de quaisquer governante. Proibiu que Bispos e Sacerdotes recebessem por doação dos leigos Igrejas e terras e determinou que os Bispos e os Cônegos das Catedrais servissem aos interesses espirituais, caritativos e administrativos da Igreja e não dos nobres.

 

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