O culto a Santa Edwiges se difunde

O culto de Santa Edwiges logo propagou-se para além das fronteiras da Polônia. Entre muitos motivos para esta difusão temos os vários Bispos que testemunhavam a importância do local e da vida da Santa Duquesa.

Na Idade Média seu culto espalhou-se por toda a Europa central, da Polônia até Antuérpia e no sul até Trento e a Hungria, o que pode ser comprovado facilmente pela quantia de Igrejas e oratórios a ela dedicados. A festa da Santa Edwiges constava do calendário de muitas dioceses. A Santa era homenageada por 26 hinos no Breviário, livro de orações e Salmos. Nestes hinos apareciam os nomes de nações e povos que honravam a Santa, tais como os poloneses, alemães, franceses, etc.

A pedido do então rei da Polônia, Jan Sobieski, o Papa Inocêncio 11 (1676–1689) introduziu o culto de Santa Edwiges como obrigatório para toda a Igreja. Para comemorar este fato a abadessa do convento de Trzebnica, Cristina de Wierzbno Pawlowska, mandou fazer um sarcófago monumental em mármore, existente até hoje, com uma estátua em alabastro, representando a Santa. Ela também iniciou uma ampliação da Igreja dedicada a Edwiges, concluída muito tempo depois.

Em 1707 o Papa Clemente 11 (1700–1721), a pedido de Maria Cristina, viúva de Jan Sobieski da Polônia, recomendou a todos os sacerdotes que, na oração do breviário romano, acrescentassem, no dia 17 de outubro, uma oração especial, espécie de momento litúrgico além de todas as preces prescritas. A escolha do dia 17 foi em função de que no dia 15 de outubro já se celebrava a Festa de Santa Tereza de Ávila. No século 20, em função da canonização de Santa Margarida Maria Alacoque, o Papa Pio 11 (1922–1939) transferiu a festa de Edwiges para o dia 16 de outubro.

Em 1943 celebrou-se o sétimo centenário da morte de Santa Edwiges. Naquele ano o Papa Pio 12 elevou a Igreja do túmulo de Edwiges à categoria de Basílica menor.

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