O Crucificado e Edwiges

Uma característica muito marcante de nossa Santa Edwiges foi a sua corajosa independência na pratica da vida religiosa. Isto se percebe especialmente na prática severa da ascese e outras formas de devoção cristã. Não era uma prática devota fechada, tampouco algo feito para aparecer. Eram atitudes sinceras, com intensidade e empenho. Edwiges as fazia em diversas situações e com as mais variadas pessoas por perto, o que levava muitos a questionarem-se a respeito e a valorizar a Fé não apenas como algo funcional, mas como estilo de vida e fonte de sabedoria.

Embora estivesse sempre muito ativa na sociedade de seu tempo e nas necessidades do mundo e de seu mundo, marcado pela presença da corte, Edwiges vivia sempre na presença de Deus. Dedicava muitas horas para a oração todos os dias. Era comum que se dirigisse à Igreja para orar durante a noite inteira. As religiosas do Mosteiro de Trzebnica ficaram curiosas para saber como Edwiges se comportava nas longas horas noturnas de oração e se esconderam para observá-la. Viram a Duquesa perante o altar orar horas e horas, de modo muito simples e sincero.

Conta-se que estas mesmas religiosas viram um prodígio acontecer com nossa Santa Edwiges, em uma certa noite. Um crucifixo, perante o qual Edwiges orava, teve o crucificado que deslocou seu braço e levou-o em direção a Edwiges. Abençoou a Duquesa e dialogou com ela. Segundo os testemunhos ele teria dito algo assim: “Tuas preces foram ouvidas. Receberás o que pediste!” Esse relato é freqüentemente representado em quadros que retratam a Santa orando, perante o crucifixo. E de um modo muito especial na Igreja do Convento de Trzebnica, no próprio lugar do evento, há um quadro de estilo barroco representando o fato. Há também uma placa em latim, onde se lê: “In hoc loco benedixit Christus ex cruce St. Hedwigem”, que traduzido quer dizer: “Neste lugar o Cristo abençoou, da Cruz, a Santa Edwiges”.

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