Exumação das relíquias da santa e construção de um altar para acolhe-las

Gertrudes, Abadessa (superiora religiosa) do Convento de Trzebnica e filha da Duquesa Edwiges era uma mulher empreendedora e decidida, como sua santa mãe. Antes mesmo da canonização da santa duquesa a Abadessa já debatia com um sobrinho chamado Ladislau, duque de Wroclaw, os planos de construção de uma capela no convento. O desejo era lá colocar as relíquias de Edwiges, logo após a canonização. Quando esta foi anunciada em Viterbo, onde se encontrava o Papa, o duque Ladislau expediu um documento que determinada os preparativos para a construção da desejada e necessária capela. Ela seria edificada ao lado do convento. Algumas pessoas foram encarregadas pelo duque de iniciar os trabalhos necessários e as providencias para o bom andamento da obra.

Uma construção deste tipo não pode ser algo simples e modesto, pois iria acolher muitas pessoas e deveria ser resistente ao tempo e ao uso. Assim, a construção teve início em 28 de abril de 1268, com a colação da pedra fundamental pelo príncipe Ladislau, Arcebispo de Salzburg. A obra, contudo, foi concluída muito velozmente: em 1º de maio do ano seguinte, 1269.

Desde 1267 as relíquias da santa duquesa tiveram guarda provisória. Houve a exumação das mesmas, seguida de transladação para Trzebnica em 17 de agosto de 1267. Depois os restos mortais foram reconhecidos na presença de dois Abades da Ordem dos Cistercienses, Nicolau de Lubiaz e Mauricio de Kamieniec, bem como de Inês, neta de Edwiges, religiosa do Convento de Trzebnica que substituiu a Abadessa Gertrudes, por certo adoentada neste dia. Também esteve presente o neto de Edwiges, Conrado, príncipe de Glogow, com seus três filhos. Um dos biógrafos de Santa Edwiges relata a presença de muitas pessoas e diversas personalidades de destaque que não pudera entrar no recinto onde este reconhecimento de seus restos mortais foram feitos. Houve até o problema de tumulto que teve de ser solucionado com a presença de armas dos guardas.

Depois que a terra da sepultura de Edwiges foi retirada foi encontrado o esquife e dentro dele os ossos da duquesa com a estatueta de Nossa Senhora, objeto de devoção mariana da santa, colocada junto a ela quando do seu sepultamento. É bem provável que as relíquias de Edwiges, isto é, seus ossos, tenham sido lavados com vinho, como era o costume na época, e depositadas em relicários. Passados oito dias, com a presença de muitos fiéis e devotos da santa duquesa, no dia 24 de agosto, dia de São Bartolomeu, a Duquesa Edwiges foi declarada santa pelo Papa Clemente 4º e seu nome foi inscrito no calendário de celebrações da Igreja. Foi anunciado também que no dia seguinte, 25 de agosto, as relíquias da nova santa seriam depositadas em um altar provisório da Igreja conventual, enquanto aguardavam o término da construção do altar definitivo na capela a ela dedicada.

 

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