Edwiges, Duquesa da Silésia e da Polônia

Na corte de Henrique, esposo de Edwiges, a maioria eram poloneses. Do total de quase trezentas pessoas metade eram poloneses com certeza e uma grande parte tinha alguma ligação com a Polônia. A prova disto é a composição dos nomes: Andrzej (André), Jan (João), Piotr (Pedro), Stefan (Estevão). Por sua vez os nobres poloneses preferiam, contrariamente, os nomes saxões, como Henryk (Henrique), Konrad (Conrado), Otto (Otão), etc. Isto tudo é de se notar pois com a morte de Boleslau, o Alto, pai de Henrique, este seria o soberano da Silésia e da Polônia. Haveria o encontro de dois modos de ver e sentir a vida.

Boleslau morreu em Dezembro de 1201 e para o casal Henrique e Edwiges abriu-se uma nova realidade: agora eles são os soberanos. Claro que, conforme os costumes e direito da época, Edwiges não podia reinar, mas apenas poderia influenciar em algumas decisões do marido conforme a permissão ou não deste. A dinastia de seu marido, isto é, a família reinante da qual ele era filho chamava-se Piast, família importante e poderosa.

Os tempos daquele início de século 13 não eram calmos. Havia sérias tensões na sucessão do poder, disputas e até guerras por causa disto. Era comum também os problemas entre as autoridades públicas e monárquicas em relação à Igreja. Os Bispos da região de Gniezno estavam a favor da reforma do Papa Gregório 7º (1073–1085). Esta reforma ainda não havia se consolidado na região. Outro problema era a colonização das terras da Polônia baseada no Direito alemão. Era este o pano de fundo para a compreensão das tensões que existirão no reinado de Henrique, esposo de nossa Santa Edwiges.

Após assumir o poder um passo importante para o casal foi a fundação da Abadia em Trzebnica, a 24 Km ao norte de Wroclaw, sede do Ducado. O convento foi fundado pelo Duque Henrique 1º, esposo de Edwiges. O terreno da construção era de sua propriedade e as despesas foram pagas por ele. Por solicitação sua o convento foi posto sob a proteção do Papa Inocêncio 3º, o que foi confirmado por um documento papal datado de 22 de Novembro de 1202. Nele se lê: “O Duque Henrique 1º, o Barbudo, fundou em suas próprias terras e às suas expensas um convento de irmãs em Trzebnica e o fez para salvação da alma de seu pai, sua própria alma e a alma dos restantes entes queridos e próximos a si, para a maior glória de Deus e de São Bartolomeu”.

As primeiras irmãs chegaram à Silésia vindas do Convento de Santo Teodoro de Bamberg, na Francônia. O Bispo de Wroclaw, na época Cipriano, instalou oficialmente este novo Convento em 13 de Janeiro de 1203. Logo depois, em 22 de Janeiro, o Convento recebeu a confirmação do chefe supremo da Igreja na Polônia, Arcebispo de Gniezno, Henrique Kietlicz. O local da construção do Convento era quase um quilômetro de distância do centro de Trzebnica, tendo sido concluído provavelmente em 1218.

As irmãs que lá chegaram trouxeram consigo os livros litúrgicos e suas tradições e formaram assim o primeiro convento de monjas em terras polonesas que seguia a regra de São Bento e os costumes dos cistercienses. A primeira superiora do Convento, chamada “priora”, foi Petrissa, antiga educadora de Edwiges em Kitzingem. Ela estará como priora até 1232 quando será substituída por uma “Abadessa”, título que implica uma maior autoridade e serviço interno do convento. A primeira Abadessa foi justamente Gertrudes, filha de Henrique e Edwiges, que contará muito da santidade de sua mãe. Ficará como Abadessa até 1268.

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