Edwiges, Duquesa da Silésia, deixa este mundo

Edwiges veio a saber da morte de seu filhe Henrique 2º através de um mensageiro. Henrique morrera no dia nove de Abril de 1241. O tal mensageiro que dera a notícia à duquesa mal podia falar, entrecortando suas palavras com os soluços de tristeza. O jovem príncipe havia sido morto por um guerreiro tártaro. Havia uma dor imensa espalhada no ar daquele ambiente em que a duquesa, o mensageiro e a corte remanescente estavam reunidos. Curiosamente a santa mulher Edwiges não seguiu no choro e nos lamentos o homem que lhe trouxera a notícia da morte de seu amado filho. Ao contrário, demonstrando sua esplendida nobreza, não exterior somente mas sobretudo interior, nobreza esta alimentada por uma intensa espiritualidade e união com Deus, Edwiges, mãe que acabara de perder um filho ainda jovem em circunstancias trágicas, declara: “Agradeço a ti, Senhor, por teres sido tão bom para comigo e ter-me dado um filho que sempre me amou, respeitou nem deu motivo de tristeza. Embora eu desejasse tê-lo vivo, sei que ele está unido ao Salvador e com ele eu me uno também. Humildemente recomendo a Ti, Senhor, a sua alma”.

É certo de a nobre duquesa Edwiges estava tomada de uma tristeza sem limites, mas ela sabia reunir as suas forças internas e externas para o bem de seu povo. Não era o momento de uma líder desabar, mas sim de uma líder demonstrar confiança e esperança. Este é um sinal de nobreza, independente de origem familiar, resultado de uma educação exemplar e sobretudo da inteligência, vontade e liberdade dirigidas pela graça da união com o Senhor. Nestes momentos nossa querida Edwiges usou tudo o que, durante anos, havia cultivado no silencio de suas preces, nas noites em que meditou e no recolhimento de seu consciência tomada pelo dom da caridade de Deus.

Após o sepultamento de Henrique 2º, juntamente com outros tantos valorosos soldados que com ele haviam sido mortos, Edwiges e sua filha Gertrudes, priora do Convento de Trzebnica, juntamente com um grupo de religiosas, foram informadas do inesperado recuo dos inimigos tártaros. Assim Gertrudes pôde reorganizar seu convento. Já Edwiges, idosa, desgastada pelas mortes de pessoas que amava, não se encontrava em condições de administrar e manter a presença ducal nos domínios de sua família. Toma a decisão de entregar à priora do convento, sua filha, as rendas da  propriedade rural em Zawon, acabando por doar estas terras ao mesmo convento. Em 24 de Agosto de 1242, dia do padroeiro da Igreja conventual de Trzebnica, Edwiges redige seu testamento. Nele são citados como testemunhas o duque Boleslaw 2º, Anna, a viúva de Henrique 2º, filho de Edwiges, o Bispo de Wroclaw, Tomas 1º, o Bispo de Lubusz, Henrique, e outras personalidades da corte e funcionários.

No ano seguinte, 1243, Edwiges adoece várias vezes e em uma delas encontra-se realmente muito debilitada. Pediu ao monge cisterciense Padre Mateus de administrar-lhe a Sagrada Unção. Assim ela se prepara para a passagem desta vida para a eternidade. No dia 14 de Outubro de 1243, por volta das cinco horas da tarde, a Duquesa Edwiges da Silésia deixa este mundo e entra no Reino dos Céus. Dois dias depois, em 16 de Outubro, ela foi sepultada na Igreja conventual de Trzebnica, que ela e seu marido Henrique haviam mandado construir e onde sua filha Gertrudes exercia a função de priora. Algum tempo depois a priora recebeu das autoridades eclesiásticas da Ordem dos Cistercienses em Clarivaux a permissão de comemorar solenemente o aniversário da morte de seu irmão, Henrique 2º, de seu pai, Henrique e de sua amada e santa mãe, Edwiges, Duquesa da Silésia.

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