Dedicação e Santidade: o poder que tudo transforma

As pessoas que conheciam Edwiges lhe dedicavam respeito e admiração. Para poder comunicar-se com todos, Edwiges aprendeu o idioma polonês e, segundo as crônicas, sabia muito bem tal língua pois visitava freqüentemente seus súditos no lugar onde moravam: casas simples, às vezes humildes casebres, e dava-lhes consolo e auxílio.

Para todos os que pediam os favores do Duque Henrique, Edwiges, sua esposa, intercedia. Chegava até a humilhar-se perante o esposo para tocar seu coração e alcançar dele um favor para quem dele necessitasse.

Já outras vezes, quando o assunto exigia, Edwiges enfrentava o marido com coragem e respeito. Um caso exemplar foi o da condenação à morte de um inimigo declarado do Duque. Era um grande criminoso e foi capturado pelos soldados de Henrique que o mandou para o calabouço; no dia seguinte, pela manhã, ele seria executado antes que a notícia de sua prisão chegasse ao conhecimento de Edwiges. O Duque queria evitar que a Duquesa, sua esposa, pedisse, como sempre fazia, em favor daquele condenado. Os juízes entendiam a questão e apressaram-se em cumprir as ordens do nobre: de madrugada executaram o criminoso, enforcando-o e logo em seguida dedicaram-se às suas tarefas rotineiras.

Ocorre que a Duquesa Edwiges, logo após a Missa, voltava para casa. Seu marido, Henrique, foi-lhe ao encontro. Conforme os costumes da época, os sinos indicavam, pelo toque característico, que alguém havia sido enforcado. Edwiges compreendeu o que havia acontecido e, ao ser abordada pelo marido, pediu-lhe humildemente que lhe desse o corpo do condenado. O Duque entregou-lhe o cadáver dizendo que o fazia como sempre o fizera quando ela o pedia.

Edwiges ordenou que o condenado fosse conduzido até ela, o que causou surpresa aos empregados, pois todos acreditavam que o condenado estivesse já enforcado, pois já fazia diversas horas que a sentença havia sido executada. Mas Edwiges insistiu e lá foram os empregados até a praça onde estava a força com o pobre criminoso pendurado: pensavam que deveriam trazer o cadáver. Levavam a carroça fúnebre até a forca e, cortando a corda onde ele estava pendurado, o suposto cadáver caiu e logo se moveu: não era cadáver pois não estava morto. Firmou-se e, acompanhado pelos empregados, todos com grande espanto, dirigiu-se à presença da Duquesa Edwiges que havia orado sinceramente por ele durante a Missa e oferecido seu desejo de perdão e vida a ele.

Outra vez um de seus empregados desviou alguns talheres de prata de notável valor. Mas Edwiges já sabia do que havia acontecido e ordenou ao homem: “Vá e ache-as!”

Edwiges renunciava aos tributos que seus súditos deviam pagar, bem como perdoava aos devedores. Chegou ao ponto que um dos capelães, Padres que serviam a corte de Henrique e Edwiges, afirmou à Duquesa: “A senhora tanto perdoa as dívidas e renuncia aos proventos que nós, que estamos ao vosso serviço, não temos quase o suficiente para sobreviver.” Edwiges respondeu: “Não se preocupem: Deus saberá cuidar de vós!”

Edwiges recomendava sempre ao seu administrador, Ludolfo, para que tratasse as pessoas com bondade e não as perseguisse com exigências insistências sobre as dívidas. Para tanto ela mesmo participava de muitos julgamentos e controlava os juízes para que fossem menos severos. Chegava ao ponto de, após a condenação, pedir que os executores da sentença fossem os capelães para que o castigo fosse menos severo.

Ela era, decididamente, uma mulher bondosa e justa, pois tinha em si a santidade.

Compartilhe e evangelize:

QR Code Business Card
Blowjob