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Palavra do reitor › 02/08/2018

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA GAUDETE ET EXSULTATE PAPA FRANCISCO SOBRE A CHAMADA À SANTIDADE NO MUNDO ATUAL

À LUZ DO MESTRE

 

Queridos Paroquianos e queridos devotos de Santa Edwiges,

Neste mês de agosto desejo tratar com vocês o terceiro capítulo da Exortação do Papa Francisco GAUDETE ET EXSULTATE. As bem-aventuranças são a forma de Jesus descrever o que significa ser santo na nossa vida quotidiana. Aqui “feliz” ou “bem-aventurado” torna-se sinónimo de “santo”. Alcançamos a verdadeira felicidade pela prática fiel das bem-aventuranças. Só as podemos viver se o Espírito Santo nos permear com toda a sua força e nos libertar da nossa fraqueza, egoísmo, autossatisfação e orgulho.

O Papa Francisco descreve cada uma das bem-aventuranças e o seu convite, a concluir cada secção:

  • “Ser pobre no coração: isto é santidade”.
  • “Reagir com humilde mansidão: isto é santidade”.
  • “Saber chorar com os outros: isto é santidade”.
  • “Buscar a justiça com fome e sede: isto é santidade”.
  • “Olhar e agir com misericórdia: isto é santidade”.
  • “Manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor: isto é santidade”.
  • “Semear a paz ao nosso redor: isto é santidade”.
  • “Abraçar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete problemas: isto é santidade”.

No capítulo 25 do Evangelho de Mateus (vv. 31-46), Jesus detém-se na bem-aventurança da misericórdia. “Se andamos à procura da santidade que agrada a Deus, neste texto encontramos precisamente uma regra de comportamento com base na qual seremos julgados”. Quando reconhecemos Cristo nos pobres e atribulados, percebemos o próprio coração de Cristo, os seus sentimentos e as suas opções mais profundas. “O Senhor deixou-nos bem claro que a santidade não se pode compreender nem viver prescindindo destas suas exigências”.

As ideologias falaciosas podem levar-nos, por um lado, a separar estas exigências do Evangelho do nosso relacionamento pessoal com o Senhor, pelo que o cristianismo se transforma numa espécie de ONG, privando-o daquele misticismo irradiante tão evidente na vida dos santos. Por outro lado, há quem desvalorize o compromisso social dos outros, considerando-o superficial, mundano, secularizado, materialista, comunista ou populista; a sua própria preocupação ética supera todas as outras.

A nossa defesa do inocente nascituro, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada, e exige-o o amor por toda a pessoa, independentemente do seu desenvolvimento. Mas “igualmente sagrada” é a vida dos pobres, de quantos se debatem na miséria, no abandono, na exclusão, na eutanásia encoberta de doentes e idosos, no tráfico de pessoas e nas novas formas de escravatura. A situação dos migrantes não deveria ser um tema secundário relativamente às questões “sérias” da bioética. Para um cristão, a “única atitude condigna é colocar-se na pele do irmão que arrisca a vida para dar um futuro aos seus filhos”.

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