Liturgia diária
Evangelho: 5ª-feira da 4ª Semana da Páscoa
Santo: São Pascásio

Para refletir: “Escreves-me que te chegaste, por fim, ao confessionário, e que experimentaste a humilhação de ter que abrir a cloaca da tua vida – assim dizes tu – diante de “um homem”. – Quando arrancarás essa vã estima que sentes por ti mesmo? Então irás à confissão feliz de te mostrardes como és, diante “desse homem” ungido – outro Cristo, o próprio Cristo! -, que te dá a absolvição, o perdão de Deus. São Josemaria Escrivá
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Palavra do reitor › 02/04/2018

Ano do Laicato – Cristãos leigos e leigas, na igreja e na sociedade

“SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO” (Mt 5,13-14)

O laicato como um todo é um “verdadeiro sujeito eclesial” (DAp, n. 497a). Cada cristão leigo e leiga é chamado a ser sujeito eclesial para atuar na Igreja e no mundo. A Francisco de Assis o Cristo Crucificado ordenou: “Vai e reconstrói a minha Igreja”. Temos firme esperança de que continuarão dando grande contribuição à renovação da Igreja de Cristo e sua atuação no mundo.

A intenção da igreja é refletir sobre a dimensão pastoral, evangelizadora e missionária que cristãos leigos e leigas, por meio do testemunho, da santidade e da ação transformadora, exercem no mundo e na Igreja.

Quero enfatizar a índole secular que caracteriza seu ser e agir, como propõe o Concílio Vaticano II: “A sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial – esse é o papel específico dos pastores – mas sim […] o vasto e complicado mundo da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos mass media e, ainda, outras realidades abertas à evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento” (Paulo VI, EN, n. 70).

Mas quero enfatizar que “os leigos também são chamados a participar na ação pastoral da Igreja” (DAp, n. 211).

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (Mc 16,15)

O anúncio do Evangelho a todos os povos e a todos os âmbitos da vida humana é missão especial dos cristãos leigos e leigas. Enviados por Cristo, em comunhão com os ministros ordenados e as pessoas da vida consagrada, os cristãos leigos e leigas são fermento.  O fermento, quando misturado à massa, desaparece. No entanto, aquela massa já não é mais a mesma.

Guiados pelo Espírito Santo, com profetismo e paciência, na comunhão da Igreja, abrem novos horizontes até que a massa toda fique fermentada.

Igreja em “chave de missão” significa estar a serviço do reino, em diálogo com o mundo, inculturada na realidade histórica, inserida na sociedade, encarnada na vida do povo.

“a Igreja é comunhão no amor” (DAp, n. 161)

Ela é chamada a tornar-se cada vez mais na prática aquilo que já é na sua essência:

 comunidade missionária. Comunidade que reflete na terra o amor e a comunhão das pessoas da Santíssima Trindade.

q O Papa Francisco quer uma Igreja de portas abertas.

q Mais forte no querigma do que no legalismo;

q Igreja da misericórdia mais do que da severidade;

q Igreja que “não cresce por proselitismo, mas, por atração” (Bento XVI).

Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, um rumo decisivo’” (EG, n. 7; DCE, n. 1).

Motivados pelas orientações do Papa Francisco que convoca para uma “Igreja em saída”, os cristãos leigos evangelizarão com ardor, dinamismo, ousadia, criatividade, coragem e alegria. Não terão medo de se sujar com a lama da estrada. Antes, terão medo de ficar fechados nas estruturas que criamos.

 

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